sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Demissões podem diminuir com mudanças nas regras do aviso prévio


Novas regras para definição do pagamento do aviso prévio pode dificultar as demissões sem aviso prévio no Brasil. Esta é uma avaliação das Centrais Sindicais do país, que comemoram a sinalização positiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de definir regras para o pagamento do benefício. Desde sua criação em 1988, o referido direito ainda não foi regularizado no Congresso Nacional.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas em Pernambuco (Sindgraf-PE), Iraquitan da Silva, há uma possibilidade de que o benefício seja atrelado à proporcionalidade do tempo de serviço do trabalhador. “Isso naturalmente vai frear a rotatividade de demissões sem justificativas, porque elas ficarão mais caras para o empregador, que desistirá de contratar e demitir a qualquer momento”, conta.

Segundo matéria publicada no Portal G1, só este ano, até maio, já houve 8,123 milhões de demissões e 9,295 milhões de contratações no País. O saldo ficou positivo em 1,717 milhão de empregos. Porém, o dirigente ressalta que é preciso atender a Convenção 158 da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que dificulta a as demissões sem justa causa. “Ainda não há nada definitivo, mas o Supremo já deu o primeiro passo, sinalizando que é preciso definir as regras do benefício. Precisamos continuar pressionando o Congresso para ele atender a diretriz da OIT”, fala.

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