domingo, 21 de agosto de 2011

Cadê as empresas gráficas na lista das cem melhores?

            A revista época em parceria com instituto Great Place to Work, publicou nessa semana como já é de costume há alguns anos a pesquisa das melhores empresas para trabalhar No Brasil.
Confesso que tenho o habito de ficar esperando essa edição para acompanhar o que acho ser uma tendência de  mercado do trabalho, e este ano tive uma péssima surpresa das cem empresas publicadas não temos uma empresa do setor gráfico, não sei se o mercado está mudando ou os trabalhadores já não se encantam mais com o nosso setor, ai me pergunto: será que o nosso chavão, gráfico o artesão das palavras caiu em desuso com a digitalização ou não vale mais a pena ser gráfico?
Outro dia vi uma reportagem na TV Bandeirantes onde um entrevistado dizia que preferiu sair do setor gráfico e migrar para a construção civil, isso me intranqüiliza uma vez que sou talvez um dos últimos românticos e ainda acredito que os trabalhadores gráficos são de fato os artesãos das palavras.
Bom depois de meu desabafo inicial, que só refletiu minha decepção ao ler a reportagem mencionada, eu aproveitei o frio do fim de semana e comecei a pesquisar convenções e acordos coletivos de outras categorias, ai as coisas foram se encaixando tirando minhas duvidas respondendo minhas perguntas, e me deixando cada vez mais P. da vida!
Companheiros, amigos, parentes que graças a deus tem lido os meus posts vamos fazer um exercício rápido, a construção civil em algumas regiões do Brasil chega a pagar um mil e duzentos reais para um servente de pedreiro, e se ele tiver aplicação será rapidamente promovido por falta de profissionais na área e esse rendimento dobra em menos de um ano, isso acontece também no setor de hotelaria e turismo, bem como nos setores de comercio, e de outros vários setores da economia, e o nosso setor enquanto isso pagam se a miséria de um piso aqui em SP de novecentos e cinqüenta reais, e o trabalhador levar anos para ter uma promoção salarial porque de fato ele também é promovido só não recebe o equivalente a nova função, criaram no nosso setor debaixo de nossos olhos a figuras do profissional de letrinhas, ou seja, operador A,B,C,D, e assim por diante, e quando esse trabalhador está quase chegando ao topo do alfabeto ele é dispensado por que tem uma linha de salário muito alto, a rotatividade no nosso setor é muito grande, para reduzir custos,  para manter a ganância do patrão.
Não muito longe teremos uma falta de profissional no nosso setor por falta de respeito de pseudo empresários homens de negócios, que nada mais são do que especuladores imediatistas e gananciosos, que em nome de lucro imediato não investe no ser humano como parte principal na relação de trabalho.

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