quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Na defesa dos interesses dos trabalhadores, sindicalistas gráficos participam do lançamento da campanha salarial de 2011

O mês de agosto marca o início de uma fase das mais importantes para os trabalhadores e trabalhadoras nas empresas gráficas de Guarulhos e Região - trata-se da campanha salarial da categoria que irá se estender até o mês de novembro.
Companheiro gráfico, mais uma vez iremos
lutar por melhores condições de trabalho e mais qualidade de vida para todos, inclusive para as famílias dos trabalhadores.
Unidos vamos juntos, com toda a força que temos, defender nossas bandeiras de luta. Ao longo do tempo os gráficos sempre demonstraram união, desta vez não pode, nem será diferente.
Não abriremos mão dos direitos conquista
dos, como por exemplo o pagamento de horas extras e adicional noturno com percentual superior ao estabelecido em lei.
Vamos lutar ainda por uma fatia do lucro que o patrão teve ao longo do ano, pois os bons
Precisamos do apoio de toda a catego
resultados do setor acontecem principalmente devido a mão-de-obra que o trabalhador oferece. ria, pois somente unidos conseguiremos conquistar melhorias para todos os trabalhadores.
Os próximos meses, até o desfecho da campa-nha, devem ser de mobilização e união entre os
trabalhores - todos devem se posicionar de maneira a ganrantir os benefícios e conquistar melhorias. Confira abaixo as bandeiras que o Sindicato junto com os trabalhadores irá defender.
Unidos somos mais fortes

domingo, 21 de agosto de 2011

Cadê as empresas gráficas na lista das cem melhores?

            A revista época em parceria com instituto Great Place to Work, publicou nessa semana como já é de costume há alguns anos a pesquisa das melhores empresas para trabalhar No Brasil.
Confesso que tenho o habito de ficar esperando essa edição para acompanhar o que acho ser uma tendência de  mercado do trabalho, e este ano tive uma péssima surpresa das cem empresas publicadas não temos uma empresa do setor gráfico, não sei se o mercado está mudando ou os trabalhadores já não se encantam mais com o nosso setor, ai me pergunto: será que o nosso chavão, gráfico o artesão das palavras caiu em desuso com a digitalização ou não vale mais a pena ser gráfico?
Outro dia vi uma reportagem na TV Bandeirantes onde um entrevistado dizia que preferiu sair do setor gráfico e migrar para a construção civil, isso me intranqüiliza uma vez que sou talvez um dos últimos românticos e ainda acredito que os trabalhadores gráficos são de fato os artesãos das palavras.
Bom depois de meu desabafo inicial, que só refletiu minha decepção ao ler a reportagem mencionada, eu aproveitei o frio do fim de semana e comecei a pesquisar convenções e acordos coletivos de outras categorias, ai as coisas foram se encaixando tirando minhas duvidas respondendo minhas perguntas, e me deixando cada vez mais P. da vida!
Companheiros, amigos, parentes que graças a deus tem lido os meus posts vamos fazer um exercício rápido, a construção civil em algumas regiões do Brasil chega a pagar um mil e duzentos reais para um servente de pedreiro, e se ele tiver aplicação será rapidamente promovido por falta de profissionais na área e esse rendimento dobra em menos de um ano, isso acontece também no setor de hotelaria e turismo, bem como nos setores de comercio, e de outros vários setores da economia, e o nosso setor enquanto isso pagam se a miséria de um piso aqui em SP de novecentos e cinqüenta reais, e o trabalhador levar anos para ter uma promoção salarial porque de fato ele também é promovido só não recebe o equivalente a nova função, criaram no nosso setor debaixo de nossos olhos a figuras do profissional de letrinhas, ou seja, operador A,B,C,D, e assim por diante, e quando esse trabalhador está quase chegando ao topo do alfabeto ele é dispensado por que tem uma linha de salário muito alto, a rotatividade no nosso setor é muito grande, para reduzir custos,  para manter a ganância do patrão.
Não muito longe teremos uma falta de profissional no nosso setor por falta de respeito de pseudo empresários homens de negócios, que nada mais são do que especuladores imediatistas e gananciosos, que em nome de lucro imediato não investe no ser humano como parte principal na relação de trabalho.

As melhores empresas para trabalhar no Brasil

As melhores prestadoras de serviços
1             Google
2             Radix
3             Laboratório Sabin
4             Ticket
5             Sas
6             Jw  Marriot Rj
7             Accor
8             Microsoft
9             Losango
10          Duke energy
11          Chemtec
12          Elektro
13          Consorcio Luiza
14          Promon
15          Unimed missões
16          Vivo
17          Gvt
18          Cisco
19          Portal educação
20          Lesa RJ

As melhores indústrias
1     Caterpillar
2     Kimberly-clark
3     Zanzini
4     Pormade
5     Volvo
6     Boehringer ingelheim
7     Sama
8     Coca cola recofarma
9     Embraer
10  Novozymes
11  Thyssenkrupp bilstein
12  Suspensys
13  P&G
14  Brasilata
15  Moinho globo
16  Man
17  Symantec
18  Genzyme
19  Marelli
20  MWM
As empresas que treinam melhor seus colaboradores no Brasil
1     Unimed missões    
2     Pormade
3     mcDonald’s PE
4     JW marriot RJ
5     Sama
6     Visagio
7     Renaissance
8     Laboratorio Sabin
9     Spice gourmet
10  Portal Educação
11  Marelli
12  Kimberly-Clark
13  Scapol
14  Elektro
15  Inec
16  Caterpillar
17  mcDonald’s
18  zazini
19  thynssenkrupp Bilstein
20  bradesco
As empresas mais procuradas tendo como base o numero de currículos recebido.
      1    Bradesco                  420.013
      2    Itau Unibanco          354.092
   3       Volvo             350.000
   4       Ambev           196.000
   5       Rio quente    150.000
   6       HSBC                        145.930
   7       IBM                 129.152
   8       Alcoa             102.961
   9       Gazin             100.000
  10     Magazine Luiza 99.388

As melhores em qualidade de vida
1             Sipce gourmet
2             Unimed missões
3             Scapol
4             Lesa RJ
5             Suspensys
6             Marelli
7             Volvo
8             Portal educação
9             Pormade
10          Sama
11          Radix
12          New style
13          Embracon CE
14          Zanzini
15          Mcdonald’s PE
16          Ceneged
17          Kimberly-klark
18          Precon
19          Netsolutions
20          walar
     

Onde estão os melhores empregos?

As noticias sobre a crise econômica internacional podem assustar quem está pensando em procurar emprego. Mas o Brasil oferece boas oportunidades   para quem se adaptar aos setores mais aquecidos. Selecionamos dez tendências, entre setores da economia, regiões do país e áreas do conhecimento, apontam uma demanda por bons profissionais. Essas tendências ao resultado de uma mistura de fatores, como a ascensão das classes populares brasileiras, a modernização da economia e  investimento  em infra-estrutura. Por isso, tem resistido á grande crise internacional, detonada em 2008, e reacendida agora com a possibilidade do calote Americano.  As oportunidades de trabalho desses setores como o de petróleo e o agronegócio, vão alem das vagas obvias diretamente ligada à produção nas refinarias ou nas fazendas. Há necessidade de gente especializada em vários serviços periféricos, e fundamentais, tais como finanças, tecnologia e gestão ambiental, adaptados a esses negócios. Com o aquecimento desses setores por talentos, algumas empresas atuantes no Brasil também estão  investindo mais pesado em pacote de benefícios, remuneração variável e formação profissional.
Veja as dez áreas mais promissoras, e os principais requisitos para ingressar nelas.
1)    Petróleo e gás/são vinte IML empresas que estão concentradas na faixa de Vitoria ES até Santos SP. A diversidade de negócios podem beneficiar todos os tipos de profissionais.
O que estudar>> //Analise de sistemas e engenharia de software>>oceanografia, com especialização em meio ambiente>> Engenharia química de petróleo e gás>> Engenharia de Geodésia >> Nutrição (para bases de exploração)>> Direito, especializado em questões ambientais.

2)    Inteligência para empresas/ São Paul e Rio de Janeiro estão as principais empresas de consultorias ultraespecialzadas, elas ajudam as empresas a lidar com fatores como redes sociais, cobrança ambiental ou interação com o consumidor.
O que estudar>> Antropologia com foco em comportamento do consumidor>>Ciências sociais com especialização em estatística>>Ciências da informação com foco em programas de pesquisa.



3)    Varejo popular
O que estudar>> Recursos humanos >> tecnologia da informação, com foco em comercio eletrônico>>Economia e marketing, com especialização para varejo, franquias, estruturação de novos negócios, fusões e aquisições>>Finanças, com foco em tesouraria, credito e abertura de capital.

4)    Centros de pesquisa
O que estudar>> Engenharia com conhecimento em recursos naturais >> curso técnico de nível médio com foco em testes de laboratório >>engenharia com interesse em sistemas de inteligência para grandes eventos.

5)    Serviços para agronegócio
O que estudar>>Economia, com especialização em credito e analise de risco>>Direito com especialização em meio ambiente e regularização de terras>>tecnologia da informação, mapeamento e georreferenciamento>>comercio exterior e funcionamento das bolsas internacionais>>Agronomia e zootecnia>>Administração, incluindo gestão de propriedades rurais.           

6)    Sustentabilidade
O que estudar>> marketing social>>Engenharia com especialização em eficiência energética>>Qualquer curso superior, com especialização em logística reversa, analise de impacto ambiental relacionamento social e gestão  ambiental.

7)    Interior de  São Paulo
O que estudar>>engenharia elétrica, civil e agrícola>>Ciências da computação>> Administração de empresas>>Medicina>>química industrial.

8)    Nordeste
O que estudar>>tecnologia da informação>>Gestão ambiental >>administração>> todas as engenharias.

9)    Construção civil
O que estudar>>Engenharia civil, mecânica química e de transportes>>Economia com especialização  em financiamento>>Administração com foco em grandes projetos>>Direito em tributação e regulação>>Ciências biológicas com ênfase em impacto ambiental.


10) Setor publico.
Advogados, engenheiros e economistas>> ]Trabalhadores afastados do mercado ou sem experiência, com afinidade para relatórios e analise de dados estatísticos >>Pessoas com ensino médio completo que lidam bem com tarefas administrativas, atendimento ao publico e com hierarquia.

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Debate no Senado critica medida para desonerar folha salarial


Atualmente, a jornada máxima de trabalho no Brasil é de 44 horas semanais. Na audiência pública realizada pela Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, nesta segunda-feira (1º), parlamentares e sindicalistas defenderam a redução para 40 horas semanais. Na mesma audiência, que tratou também da desoneração da folha salarial, houve unanimidade dos convidados na crítica a qualquer medida que prejudique a Previdência Social. 


Uma das propostas apresentadas para a desoneração da folha salarial prevê o fim da alíquota de 20% que as empresas pagam à Previdência Social. A discussão, que vem sendo feita também pelo governo, quer encontrar meios de reduzir os custos das empresas, de forma a ampliar a competitividade do país.

O presidente do Fórum Sindical dos Trabalhadores, Lourenço Ferreira do Prado, reafirmou o argumento das centrais sindicais, de que a Previdência Social não pode se descapitalizar como consequência da desoneração.

Os convidados se manifestaram contra qualquer medida de desoneração que provoque perdas de receita para o Sistema de Seguridade Social, a principal destinatária das contribuições incidentes sobre a folha salarial. 

O senador Paulo Paim (PT-RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH), disse que qualquer medida nesse sentido teria que haver uma compensação. “Depois não se poderá dizer que a Previdência não tem recursos, está falida e não tem condições de reajustar as aposentadorias”, lembrou o senador. 

Debate ideológico

O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Anfip), Álvaro Sólon de França, primeiro defendeu o modelo da Seguridade do país, disse que há um debate ideológico que estigmatiza a seguridade e falta espaço na mídia para seus defensores. 

Para ele, a Previdência Social é uma das mais avançadas "ideias do mundo", fonte de direitos para os trabalhadores urbanos e rurais e de benefícios sociais, acrescentando que “a luta pelo orçamento da Seguridade Social é de toda a sociedade brasileira, das entidades sindicais e do Parlamento”, afirmou. 

Álvaro Sólon disse ainda que a mídia e o governo falam em "desoneração" das contribuições, mas se trata mesmo de uma substituição da base de cobrança: da folha salarial para o faturamento das empresas. Argumentou também que os custos com salários no país é baixo quando comparado com outros países. Seria de pouco mais de 25% sobre o salário pago, embora seja alardeado que ultrapasse 100%. 

Padrão injusto de cobrança

Segundo ele, a discussão sobre a desoneração deixa de lado aspectos que considera mais decisivos para a baixa competitividade das empresas nacionais. Destacou, entre outros, os juros elevados e o câmbio desfavorável, além do reduzido grau de inovação tecnológica e a qualificação da mão-de-obra aquém do desejável.

Assim como o representante da Anfip, o diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Antônio Lisboa, disse que o debate sobre a desoneração não pode ser isolado da discussão da reforma tributária que o país precisa fazer. Conforme assinalou, os articulistas defendem repetidamente a tese de que o país paga muito impostos, mas o que ocorre de fato é um padrão injusto de cobrança, que penaliza os que menos podem contribuir, como os próprios assalariados. 

Longa espera

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, de autoria do então deputado, hoje senador Inácio Arruda (PCdoB-CE), tramita no Congresso Nacional há mais de 15 anos. 

No debate, proposto pelo presidente da Comissão, senador Paulo Paim (PT-RS), participam representantes das principais centrais sindicais do país. Eles foram unânimes em dizer que a medida pode ajudar a criar dois milhões de empregos, além de reduzir o número de acidentes de trabalho e aumentar a produtividade das empresas.

Participaram do debate representantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), da Força Sindical, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), da Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST) e da União Geral dos Trabalhadores (UGT). 

Ao defender a redução da jornada de trabalho, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que um critério importante para avaliar a riqueza de uma nação seria o fim da pobreza. Outro critério seria a redução da jornada, que, ressaltou, permite mais tempo para o estudo, as atividades culturais e o lazer. 

Cristovam alertou as centrais sindicais para defenderem, junto com a jornada de 40 horas, educação "de qualidade" para todos. Ele afirmou que a França só conseguiu implantar uma jornada de 36 horas porque naquele país os desempregados têm boa formação e estão aptos a substituir os que estão trabalhando.

De Brasília
Com Agência Senado

Governo estuda fim do fator previdenciário

O fator previdenciário parece estar com os dias contados.


 Instituído após a Reforma da Previdência de 1998 como forma de reduzir as aposentadorias pagas e, consequentemente, poupar recursos da Previdência, o mecanismo tem sido alvo de críticas desde sua criação. Trabalhadores, centrais sindicais e advogados são unânimes em apontar o fator como injusto e prejudicial aos aposentados. Agora até o governo fala em liquidá-lo.
 
Na semana passada, o novo ministro da Previdência, Garibaldi Alves, disse que encomendaria a sua equipe cálculos para avaliar o impacto do fim do fator nas contas da Previdência. A ideia seria substituí-lo pelo critério da idade mínima para a concessão de benefícios. A presidente Dilma Rousseff também já avisou que quer ver um projeto de Reforma Tributária até o final do primeiro semestre. E quando se fala em reforma na arrecadação, o tema passa pela Previdência, obrigatoriamente.
 
O governo deve, inclusive, rever alguns dos benefícios pagos pela Previdência. A pensão por morte é um deles. Uma mulher na casa dos 20 anos, por exemplo, que tenha um marido 50 anos mais velho, irá receber a pensão durante toda a sua vida após a morte do cônjuge. “Essa questão, o governo irá trazer para a discussão”, opina Jane.
 
Substituição do fator
 
No Congresso, há diversos projetos que afetam a aposentadoria do setor privado. Vão desde o fim do fator previdenciário até a mudança dos seus cálculos e a limitação do período de aplicação. De acordo com Jane, o governo deve sinalizar com o fim do fator, mas deve cobrar da sociedade – centrais sindicais e congressistas – algum outro critério que o substitua.
 
“O fator, do ponto de vista econômico, pode até ter lógica. Mas se olharmos para as pessoas, ele é injusto”, avalia Luiz Benedito, diretor técnico do Sindifisco, o sindicato nacional dos auditores fiscais – hoje a arrecadação da Previdência está vinculada à Receita Federal. “O fator previdenciário prejudica quem começou a trabalhar mais cedo, que geralmente recebe uma remuneração mais baixa e que, quando perde a colocação aos 50 anos, não consegue outra”, justifica.
 
Jane, do IBDP, afirma que tanto o fator previdenciário como a limitação da idade mínima para a aposentadoria são “ruins” em uma sociedade com a estrutura social como a brasileira. Ela lembra que, desde a reforma de 1998, não existe mais a idade mínima para a aposentadoria integral, que leva em conta 30 anos de contribuição para mulheres e 35, para homens. “Apenas a proporcional tem o critério da idade mínima de 53 anos”, diz.
 
Segundo a presidente em exercício do IBDP, na prática, poucos candidatos à aposentadoria se enquadram no critério da idade mínima. Quando foi instituída, em 1998, passou a exigir um “pedágio” do trabalhador de 40% sobre os anos que faltavam para ele se aposentar. “Se a pessoa tinha 25 anos de contribuição”, exemplifica Jane, “faltavam dez anos para ela se aposentar. Com o pedágio, ela tem que completar mais 40%”, diz. No total, a conta chega a 39 anos, no mínimo, e é difícil quem cumpra esse prazo quando chega aos 53 anos.
 
Pontuação
 
Jane Lucia Berwanger lembra que um dos projetos em tramitação no Congresso, do deputado Pepe Vargas (PT-RS), que institui o critério de pontos 85/95 para a concessão da aposentadoria integral, pode ganhar força nos debates. Pelo projeto, os homens devem comprovar um total de 95 pontos e as mulheres, 85. Isso significa a soma dos anos de contribuição à idade do segurado. Uma mulher com 35 anos de contribuição, que tenha começado a trabalhar aos 15, pode se aposentar aos 50 anos. A advogada afirma que, por esse critério, o tempo de contribuição mínimo tem de ser 35 anos. “Pode ser mais, nunca menos.”
 
fonte portal vermelho.org.br

Trabalhadores questionam enquadramento sindical das gráficas rápidas


Os dirigentes sindicais dos trabalhadores gráficos das regiões Norte e Nordeste discordam do enquadramento sindical estabelecido ao perfil dos profissionais que trabalham na empresas classificadas como gráficas rápidas no Brasil. Hoje, a maioria dos trabalhadores está sendo considerado como comerciário, mas os sindicatos dos gráficos do Pará, Ceará, Alagoas, Paraíba, Pernambuco e Bahia questionam este posicionamento.

Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos do Estado do Pará, Martinho Souza, a gráfica rápida faz crachá, cópias coloridas e muito mais coisas que são produzidas em uma gráfica convencional. “A diferença entre elas é a velocidade em que se produz e o método operacional de trabalho, porém não deixa de ser um trabalho de gráfico”, diz Rogério Andrade, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos do Ceará.

De acordo com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores Gráficos (Conatig), Leonardo Del Roy, o debate acerca das gráficas rápidas é de grande prioridade para toda a categoria gráfica. “A impressão digital é o futuro da indústria gráfica”, diz, destacando a necessidade da inclusão desta pauta nas discussões dos sindicalistas no momento das negociações com o empresariado. A Conatig estabelece que o produto das indústrias gráficas é todo produto impresso que contemple as etapas de  pré-impressão, impressão e acabamento, independente do suporte ou base em que for impresso.

Entretanto, há muitos empresários que não querem negociar este posicionamento, conforme denuncia o sindicalista do Pará. “Eles dizem não ter nenhuma relação com o problema”, revela Martinho.  O patronato pernambucano também segue a mesma cartilha. Porém, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Gráficos de Pernambuco, Iraquitan da Silva, alerta que os patrões também serão prejudicados, porque as gráficas rápidas concorrem diretamente com as indústrias gráficas.

“Atualmente, os trabalhadores das gráficas rápidas ou estão vinculadas aos sindicatos dos comerciários ou ao do papel”, diz Iraquitan. Porém, a Conatig denuncia que às vezes, os donos das gráficas rápidas dizem que os trabalhadores estão afiliados a uma dessas classes, mas na verdade não estão relacionados em nenhum deles. “Independente do atual cenário, o fato é que esse debate requer dos dirigentes dos trabalhadores gráficos uma maior capacidade para discutir e reformular este debate”, conta Iraquitan. 

GUARULHOS MARCA PRESENÇA NA FEDERAÇÃO DOS GRÁFICOS DE SP

nosso presidente Nicola é o vice presidente da fetigesp, e eu tive a Honra de empossa-lo!!!

Demissões podem diminuir com mudanças nas regras do aviso prévio


Novas regras para definição do pagamento do aviso prévio pode dificultar as demissões sem aviso prévio no Brasil. Esta é uma avaliação das Centrais Sindicais do país, que comemoram a sinalização positiva do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a necessidade de definir regras para o pagamento do benefício. Desde sua criação em 1988, o referido direito ainda não foi regularizado no Congresso Nacional.

De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Gráficas em Pernambuco (Sindgraf-PE), Iraquitan da Silva, há uma possibilidade de que o benefício seja atrelado à proporcionalidade do tempo de serviço do trabalhador. “Isso naturalmente vai frear a rotatividade de demissões sem justificativas, porque elas ficarão mais caras para o empregador, que desistirá de contratar e demitir a qualquer momento”, conta.

Segundo matéria publicada no Portal G1, só este ano, até maio, já houve 8,123 milhões de demissões e 9,295 milhões de contratações no País. O saldo ficou positivo em 1,717 milhão de empregos. Porém, o dirigente ressalta que é preciso atender a Convenção 158 da Organização Mundial do Trabalho (OIT), que dificulta a as demissões sem justa causa. “Ainda não há nada definitivo, mas o Supremo já deu o primeiro passo, sinalizando que é preciso definir as regras do benefício. Precisamos continuar pressionando o Congresso para ele atender a diretriz da OIT”, fala.

FEDERAÇÃO DOS TRABALHADORES GRAFICOS TOMA POSSE, E AUMENTA A RESPONSABILIDADE DE AÇÃO PARA UM NOVO MANDATO CHEIO DE DESAFIOS.
BOA SORTE AO PRESIDENTE LEONARDO DEL ROY E SUA EQUIPE!

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Goiás lança programa de qualificação para formar 500 mil trabalhadores

Goiana (GO): Ter, 09 de Agosto de 2011
Fonte: Valor Brasil
Para combater a ameaça de um apagão de mão de obra, o governo de Goiás lança amanhã um programa de qualificação profissional - anunciado como "o mais abrangente do Brasil" feito por governos estaduais - para formar 500 mil trabalhadores até o fim de 2014. Serão investidos, apenas com recursos públicos, cerca de R$ 600 milhões nos próximos três anos e meio.
"A preocupação não é só qualificar, mas inserir essas pessoas no mercado de trabalho", afirma o secretário goiano de Ciência e Tecnologia, Mauro Fayad. Por isso, a formação técnica está orientada pela demanda da iniciativa privada e busca aproveitar a vocação econômica de cada região do Estado.
No município de Catalão, onde está instalada uma fábrica da Mitsubishi e há um polo de mineração, privilegia-se a formação nas áreas metal-mecânica e química. Em destinos turísticos, como Caldas Novas e a cidade histórica de Goiás, os cursos são preferencialmente nos segmentos de gastronomia e hotelaria.
Goiás, com quase 6 milhões de habitantes, tem o nono maior PIB do país. Batizado de Bolsa Futuro, o programa do governo estadual procura "antecipar-se ao apagão de mão de obra", define Fayad. Até o fim de seu mandato, o governador Marconi Perillo (PSDB) promete graduar cerca de 8% da população do Estado.
Haverá cursos como de operador de máquinas agrícolas, técnicas de reprodução animal e destilador de etanol. A montagem dos cursos recebeu assessoria externa - da Fundace, vinculada à USP de Ribeirão Preto, e do Instituto de Ensino e Pesquisa em Administração (Inepad).
Os cursos terão duração máxima de seis meses e 200 mil vagas estão previstas para a população de baixa renda. De acordo com o secretário, quem está inscrito no Bolsa Família ou no Renda Cidadã (o programa estadual de distribuição de renda) deverá receber benefício adicional de R$ 75 em espécie, além do valor do curso. "Independentemente da ajuda extra, qualquer pessoa poderá se inscrever nos cursos."
O pessoal de baixa renda terá um "ciclo comum" de formação, destinado a uniformizar o conhecimento "muito heterogêneo", segundo Fayad. Fazem parte desse pacote cursos de português e matemática básicos, além de redação. A frequência mensal mínima de 75% nas aulas e nota igual ou superior a oito garantirá aos estudantes de baixa renda um mês a mais de benefício financeiro, adicional aos cursos.
Segundo estatísticas do Ministério do Trabalho, Goiás é o Estado que teve o maior aumento na contratação de mão de obra com carteira assinada no primeiro semestre. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam crescimento de 7,53% das vagas formais entre o fim do ano passado e junho de 2011 - o ritmo de expansão é o dobro da média nacional.
Para viabilizar o ensino a distância - apenas 4 das 12 horas-aula semanais serão presenciais, o governo de Goiás tenta impulsionar o uso de banda larga no Estado. Foram fechadas parcerias com entidades empresariais, como a federação das indústrias e associações comerciais, para facilitar a oferta de vagas aos alunos que se formarem no Bolsa Futuro.